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TFC SOBRE ACESSIBILIDADE NA UFPR

Alunos, orientador e avaliadores da banca
Publicada em: 02/07/2010
Fonte: Gabinete
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Orientandos do Professor Omar Sabbag Filho desenvolveram uma pesquisa para o Trabalho Final de Curso (TFC) da Graduação de Engenharia Civil da Universidade Federal do Paraná com o tema da acessibilidade, um dos compromissos do Vereador Omar Sabbag Filho.

Na banca do trabalho “Análise legal e projeto de adequação do Centro Politécnico às novas leis e normas de acessibilidade” estiveram presentes os Professores Roberto Fendrich, do Departamento de Hidráulica e Saneamento; Ernesto Sperandio Neto, professor e Prefeito da Cidade Universitária da UFPR e Sergio Yamawaki, engenheiro de acessibilidade, como convidado. 

O convidado da banca Sergio Yamawaki ministrou há poucos meses uma palestra na UFPR para os alunos de engenharia civil sobre acessibilidade. E foi isso que motivou os alunos Gustavo Lorenci Woiciechowski e as irmãs Deborah Larissa e Maria Carolina Palma Pereira a iniciaram o desenvolvimento do trabalho sobre a orientação do Professor Sabbag Filho.

Deborah Larissa acredita que a relevância do tema está no direito de locomoção de todos. “Assim como nós, não deficientes podemos nos locomover, também aqueles que possuem alguma limitação tem este direito de ir e vir, sem precisar de auxílio de ninguém.”

Segundo a Lei Federal 10.098/2000 e o Decreto de Lei 5.296/2004 que legislam sobre a acessibilidade, todos os prazos para adaptação dos prédios públicos, ao qual se incluem as Universidades, já venceram. O graduando Gustavo Lorenci Woiciechowski diz que se a legislação trata sobre o direito de acessibilidade do cidadão e estipula prazos para o seu cumprimento: “quem não as fizer está passível de multas e sanções legais.”

Dados da ONU de 2007 apresentam 610 milhões de pessoas com deficiência no mundo, sendo que o IBGE 2000 aponta 24,5 milhões no Brasil, o que representa 14,6% da população.  Maria Carolina comenta que ela e a irmã, Deborah, possuem uma cadeirante na família, e compartilham das dificuldades de acesso que ela tem a muitos locais. “Nossa prima, cadeirante, fica limitada ao sair de casa, seja para ir ao cinema ou ao shopping e pensa sempre nas dificuldades que terá de enfrentar para poder fazê-lo”. 

No TFC dos alunos são apresentadas soluções para áreas do Campus Centro Politécnico da UFPR e como estas modificações, segundo as normas e leis, devem ser executadas. O Professor Ernesto Sperandio Neto, também Prefeito da Cidade Universitária da UFPR comprometeu-se em entregar o trabalho à apreciação da comissão que elabora as modificações que serão feitas na Universidade para a acessibilidade e mobilidade dos usuários.

O professor Omar Sabbag Filho concluiu a apresentação dos alunos citando que construções como o Centro Politécnico da UFPR, o Teatro Guaíra e a Rodoferroviária de Curitiba são construções da década de 60, quando ainda não haviam discussões a respeito de acessibilidade. "Cada vez mais, atender as normas brasileiras de acessibilidade passa a ser um dever de cidadania dos profissionais da engenharia e da arquitetura", completa Sabbag Filho. 

Os alunos, por unanimidade da banca examinadora, tiraram nota máxima (dez).

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